quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Metade Intelectual

     Olá! Essa crônica que vocês lerão em seguida, não é de autoria minha. É de um amigo, que ainda tem receio de mostrar o quanto escreve bem. Enfim, era só para esclarecer isso. Espero que gostem.

          A verdade é que não sabemos o que a nossa mente pode nos apresentar. Ela executa a função de distribuição de movimentos ao corpo. Mas o que interessa realmente são os pensamentos. O pensamento que atrai, que reprime, aquele que liberta, que inspira, que transpira, e transborda. O mundo dos sonhos é tão ambíguo ao pensamento.
         Deparo-me com situações exóticas e ao mesmo tempo situações obscuras. Mesmas situações me levam a lugares extraordinários que minha imaginação me trás. No entanto, por que reprimimos nosso sentimento ao sonho? Em seguida, viemos a sonhar o que nossa alma está transbordando, ela necessita desse espaço, o nosso subconsciente.
          Na minha margem de pensamento, vejo o mundo todo por um ponto de vista único. Um ser inflexível quando se trata da minha opinião. Penso na minha espécie, na minha existência, o que eu vim fazer na terra, e qual a minha missão. Conversar com Deus é divino, são essas questões que vem me perturbando diariamente. Um ser humano beirando o colapso, confuso e ao mesmo tempo certeiro. Como um tiro ao alvo que varia de acordo com o vento.
          Meu pensamento esférico, que não me permite enxergar o verdadeiro propósito de tudo. Pensamento que trai, que engana, que me faz melhor, tira da angustia e do medo. Minha alma necessita desse pensamento agressivo, que provoca um impacto espiritual tão amplo que me divide, me corrompe. E eu amo essa sensação.
M.C.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Tens algo à dizer?

          Diferentemente do que já foi dito, não sei se tenho muito a dizer. O silêncio, dependendo do caminho, é o mais sensato. E ele grita ainda mais do que muita voz. O silêncio machuca, confunde, amedronta. Mas nem sempre consente. Como saber o significado do silêncio de alguém. Uma incógnita terrivelmente confusa. O silêncio causa medo, recusa.
          E como saber quando falar? E se deve falar? Palavras serão sempre palavras. Caro leitor, preste atenção. Esse velho e manjado ditado faz por jus: ‘’Falar é fácil’’, e realmente é. Falar é muito fácil. Tão fácil que às vezes até machuca. Palavras usadas de forma errada podem destruir muita estrutura por ai.
          Tanto que, para um escritor, sempre há uma frustração, uma tristeza, por que as palavras gostam de sentimentos grandes. Gostam de aparecer só quando não nos sentimos muito bem. Muitas vezes, essas junções de letras, são a fotografia de nossa alma. Não necessariamente sentimentos ruins. Mas lhe pergunto: Já leste um pensamento de alguém que estivesse puramente feliz e que realmente fizesse sentido? A vida não é somada apenas de sentimentos bons.
          Usar as palavras do jeito certo, ah, que dilema. As poderosas palavras, que por si, formam uma frase, que formam um belo texto. Você consegue escrever uma poesia? Eu nunca consegui. Poesias são tão apaixonadas e muitas vezes rimadas, coisa que nem eu consigo ser. Nada de padrão. Nem quero essa função. Sabe, caro leitor, use as suas palavras, suas frases. Use-as para o bem. Critique, mas saiba reconhecer o que é bom. Escreva, demonstre sua opinião, mas saiba ouvir a alheia. Por que afinal, cada um tem suas palavras. Algumas mais tortas em si, mas que em algum momento, fazem sentido. Nem sempre as mais belas palavras são as melhores de serem lidas. Use as suas, mas do seu jeito. Assim como eu fiz.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Primeira crise dos dezoito

          Aquela crise existencial. Aquela que te deixa mais confusa do que o normal. Sabe quando você se sente pronta? Disposta a amar e ser amada? Pois bem, está na hora. Mas, nada me agrada, nem me apetece. Nada me encanta, nem me faz querer mais. Nada. Simplesmente tudo me amedronta.
          Frustrada, busco pensar em outras coisas. Mas o passado me perturba. O qual eu não gostaria de chamar de passado. Não sou um ser liberto. Ainda me sinto muito presa. Não fisicamente, mas a minha alma ainda é escrava, todavia, não sei de quê. 
          Talvez eu possa querer ser escrava, ou nem sou mais. Sabem como é. A cabeça é um labirinto que temo tentar entender. O enigma é essa insatisfação. O fato de não querer mais, não buscar o novo, acovardar-se nas coisas que deram certo, e se contentar com o pouco que já me foi presenteado.
          Já se passaram dezoito anos, e não tenho nenhuma grande história de amor para vos contar. Está tudo desvairado, ter e não ter o que é preciso ao mesmo tempo. O meu instinto só grita: Espera! E desta vez, vou acalmar minha inquietude, minha juventude, minha sede de viver. Vou caminhar pelos anseios da vida com ternura. Quem sabe eu encontre flores no caminho, ou um pássaro que me cante uma canção.