terça-feira, 19 de novembro de 2013

Varinha de condão

            Ontem, pensei em perguntar aos pequenos com que trabalho, se acreditavam em mágica. As respostas foram mais do que variadas. ‘’Sim, é abracadabra’’ ‘’ É quando a fada vence a bruxa’’ ‘’São princesas’’ ‘’As varinhas!’’. Então perguntei novamente: E vocês acreditam que a mágica se realiza? O que me surpreendeu, que uma das meninas, com um pensamento mais do que rápido e assustador respondeu ‘’Se a gente quiser muito, sim.’’ Depois, questionei-os se já tinham avistado uma estrela cadente. ‘’Sim, são tão lindas ...’’ E vocês fizeram um pedido? ‘’Sim!’’ O que pediram? ‘’Não sei...’’ E o que é mágica para vocês? ‘’Brilho’’ ‘’Quando os nossos sonhos se realizam’’. Observei o quão puros pareciam os sentimentos daqueles pequenos. E que mesmo com respostas ingênuas, eram tão verdadeiros, e não sabiam que tinham tanto conhecimento, pelo menos o essencial, mais que muito adulto que é culto por aí.
          Parei para pensar nisso, e vi que nós que somos bruxos e bruxas, ou princesas, seja lá o que for. Podemos ser até a própria mágica. Acredito que, tudo o que lançamos ao vento volta algum dia. Felizmente ou infelizmente. Acreditar é só o que basta, afinal. Querer, tentar, fazer a verdadeira mágica acontecer. Não torná-la um mero ilusionismo que é descoberto depois.
          Pensando mais ainda a minha última conclusão foi que tudo depende de nós. Tudo, tudo, tudo. Tentar ser mais bruxa, lançar mais brilho ao vento, para ele voltar depois. Apenas uma boa ação no dia de alguém, já faz sentir melhor, para ambas as partes. Magia, palavra difícil, que no final, todos nós ainda acreditamos um pouquinho.

O vagalume Gregório

           Essa crônica tem um título que não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com o assunto. Mas, já me disseram que NINGUÉM pode entender por que 100% tal autor escolheu tal título, e blá blá blá... E também por que prometi a uma pessoa muito querida que seria esse. Prepare-se.

          Temos que aceitar o que temos. Simples assim. Aproveitar e se moldar a tudo aquilo que a vida nos dá. Transformar coisas por aí. E se não der pra mudar eu mudo. Mas também me livrar daquilo que temos certeza do que não vale mais a pena guardar. E de onde tirar toda essa sabedoria? É pra isso que existem os erros. Quanto mais erros, mais sabedoria acumulada. Chega uma época da vida, que temos a sorte de errar, para melhorar mais e mais.                                Nem sempre terá aquele caminho fácil e cheio de flores para andar. Ás vezes rodeamos as mais claras ruas da escuridão. Com esses erros ganhamos a experiência de perder. Só quem perde, tem. O sentimento de nunca ter tido, com certeza, é pior do que pelo menos ter. Somos injustos e rígidos com nós mesmos. Sem motivo algum. Só por alto flagelo, um masoquismo interior. Como diz a música, vamos nos permitir, se soltar, vai que a liberdade presenteie com inspiração ou criatividade?
         A permissão de voltar a ser criança, a pensar menos e agir mais. Ter menos medo e mais atitude, mais prazer em coisas pequenas. Conhecer e Reconhecer o sabor de um pequeno prazer realizado e a junção deles no final do dia. Nada é feito só de açúcar. Temos nossos dias ruins. Mas, tudo passará, como diz Xavier.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Mãe do mundo


          Inspiração é algo tão diferente para cada pessoa... Tem inspiração da tristeza. Do amor, da felicidade. Algo que para quem escreve, é indispensável. E nem sempre consigo tê-la. Ela vem pequena, e só consigo fazer uma introdução, como agora. Essa foi curta, mas sinto-a crescendo. Foi isso. Ela chegou e foi embora, por que é assim que a inspiração funciona, te da alento para começar, mas o final é por sua conta e risco, como uma mãe que cria o filho, mas quando esse filho cresce só lhe resta observar o caminho que ele ia tomar.
           Mas insiste em voltar. Só precisa de uma jogada de sorte. Continua pelo certo caminho que é pequeno e fácil de andar. É a inspiração que nos faz. E a falta dela é que nos faz deixar de existir. Uma vida cercada de inspiração. Uma nova criação, uma descoberta. Tudo banhado nela.
          Ela pode aparecer de qualquer lugar e quando menos se espera. Ela pode ser até comparada com o amor, que jamais irá aparecer quando se é esperado e sim pode aparecer em um momento de distração, arrebatando indivíduos de tal forma que só resta se entregar de corpo e alma a ela. Afinal essa é a inspiração, algo que te pega de jeito e com vontade, mas diferentemente do amor ela não precisa necessariamente de outra pessoa para acontecer. Só tu basta, e quando ela for embora não vai ficar um vazio a ser preenchido em seu lugar, mas sim um projeto, uma poesia, uma música ou que for que ela lhe trouxe. A inspiração é assim algo belo e arisco que tu só percebe quando já está envolvido.
          E depois que entra no jogo dela, vai ficando bom e bom. É como uma droga. Não querer que passe o efeito. É boa, serena e inquieta. Ela só quer sair, sair, e o nosso corpo que não está muito acostumado, fica sem saber o que fazer com ela. Mas ela não pode ser guardada. Não. Grande demais para nós, e pequena demais para ela mesma. Quando a inspiração acaba, já não temos mais nada. Apenas palavras avulsas. Frias. Apenas palavras corporais. Argumentadas e cheias de padrão. Sinta as minhas palavras voando por volta de você. São fora do padrão, assim como todos deveríamos ser. Mais vida, mais sorrisos, mais inspiração para todos nós.

Créditos: Daniel Reyes