quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Por favor um doce, moço

Tentar e não conseguir. Ver e não enxergar. Sentir e não ter. Querer e não poder. Seres incompletos que buscam a culminante essência da alma. Uma luta, um caminho, que pode ter o sentido da vida. Eu busco a felicidade, a serenidade, mas o que ela é? Será que é isso que eu quero? E a paz? É tão sossegada quanto eu penso? 
Movendo-me com perguntas e questionamentos, crenças que me levantam e me fazem melhor. Acredito em mim e em uma energia maior que faz ser tudo o que deve acontecer. As cores me rondam, mas logo a escuridão volta. Ainda não as domino, elas são ariscas e pequenas, voltem cores. A escuridão é mais fácil. Grande, viciante. 
Como tudo nessa vida, a tristeza também vicia. Reclamar vicia. Baixar a cabeça vicia, desistir, por fim é o que resta. É mesmo? Mas lhe pergunto: As cores não são muito mais bonitas? E você, o que você quer? 
Domine-se. Vença-se. Faça por si. Pense. Fale. Opine. Se contradiga. Reveja seus conceitos. Tente. Teste-se. Caia. Estude. Levante. Consiga. Confie, mas em si. Ninguém está sozinho. Somos dois. O eu que anda por ai, e o eu, eu mesmo, que é o interior. Difícil é ser um só. Inteiramente um só, puramente puro. Ainda falta muito. Pouco vivi, pouco sei. Mas me dá um doce, moço, psicodelia é o que eu quero.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Por que segunda, eu tenho que trabalhar

          Algumas escolhas que tomamos ao longo da vida, fazem ser o que somos mais tarde, isso não resta dúvida. Mas, até que ponto isso influencia? Se eu fumar um cigarro hoje, vou morrer de câncer amanhã? As coisas são tão relativas. Nada é sempre generalizado. Tudo tem uma exceção.
          E que saco de exceção. Tudo, tudo nessa vida tem 50% de chance de acontecer e 50% de chance de dar errado. E nem todo mundo tá mais disposto a querer jogar. Em algumas coisas, é claro. Por que a vida, o cotidiano é todo um jogo. Mas tem gente que apenas desiste. Desiste de tentar, desiste de amar, de falar a verdade, e que desiste logo de viver mesmo. Por causa dessas malditas exceções. E como vou saber se eu sou uma exceção? Essa vida inconstante me deixa bem confusa. As pessoas mudam de um dia pro outro, tanto pra pior quanto pra melhor. Pessoas vêm e vão, aparecem e desaparecem...
          Sabe, caro leitor. Às vezes meio que cansa essa inconstância. Nem todos os dias eu quero viver. Mas é um compromisso meu. Quando dá sete da manhã eu tenho que levantar, tenho que ir trabalhar, e tem mais um monte de compromissos. Sinto que estou me perdendo. E isso não é uma coisa ruim, mas, a minha inconstância de juventude de poder dormir até às onze horas, fazer meia dúzia de trabalhos do ensino médio, tirar notas boas fácil e ainda sair com os meus amigos simplesmente acabou. E eu nem vi. Agora é responsabilidade pra cá e pra lá, horário pra tudo, ultimamente, dependendo, tenho até que planejar o meu dia. E eu, não me sinto preparada ainda.

        Mas a vida vai me testando, e eu não posso desistir. Eu tenho que crescer e seguir. Deixar de viver de verdade não é fácil. Trabalhar é bom, ter o próprio dinheiro é bom. Mas a vida dos 15 aos 17 anos que eu tive não tem preço. Então, se alguém que está lendo minhas humildes palavras, ainda não tem todos os compromissos que a vida vai dar, eu dou um conselho: Aproveita. Não to dizendo pra sair por aí, virando lata e fazendo o que não deve. Tô dizendo pra rir, sair, namorar, dar furo, andar de roda gigante, dizer que tá apaixonado, dormir na casa do amigo(a), viver mesmo. Depois, se vive também. Mas não como antes. Por que segunda, eu tenho que trabalhar.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Metade Intelectual

     Olá! Essa crônica que vocês lerão em seguida, não é de autoria minha. É de um amigo, que ainda tem receio de mostrar o quanto escreve bem. Enfim, era só para esclarecer isso. Espero que gostem.

          A verdade é que não sabemos o que a nossa mente pode nos apresentar. Ela executa a função de distribuição de movimentos ao corpo. Mas o que interessa realmente são os pensamentos. O pensamento que atrai, que reprime, aquele que liberta, que inspira, que transpira, e transborda. O mundo dos sonhos é tão ambíguo ao pensamento.
         Deparo-me com situações exóticas e ao mesmo tempo situações obscuras. Mesmas situações me levam a lugares extraordinários que minha imaginação me trás. No entanto, por que reprimimos nosso sentimento ao sonho? Em seguida, viemos a sonhar o que nossa alma está transbordando, ela necessita desse espaço, o nosso subconsciente.
          Na minha margem de pensamento, vejo o mundo todo por um ponto de vista único. Um ser inflexível quando se trata da minha opinião. Penso na minha espécie, na minha existência, o que eu vim fazer na terra, e qual a minha missão. Conversar com Deus é divino, são essas questões que vem me perturbando diariamente. Um ser humano beirando o colapso, confuso e ao mesmo tempo certeiro. Como um tiro ao alvo que varia de acordo com o vento.
          Meu pensamento esférico, que não me permite enxergar o verdadeiro propósito de tudo. Pensamento que trai, que engana, que me faz melhor, tira da angustia e do medo. Minha alma necessita desse pensamento agressivo, que provoca um impacto espiritual tão amplo que me divide, me corrompe. E eu amo essa sensação.
M.C.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Tens algo à dizer?

          Diferentemente do que já foi dito, não sei se tenho muito a dizer. O silêncio, dependendo do caminho, é o mais sensato. E ele grita ainda mais do que muita voz. O silêncio machuca, confunde, amedronta. Mas nem sempre consente. Como saber o significado do silêncio de alguém. Uma incógnita terrivelmente confusa. O silêncio causa medo, recusa.
          E como saber quando falar? E se deve falar? Palavras serão sempre palavras. Caro leitor, preste atenção. Esse velho e manjado ditado faz por jus: ‘’Falar é fácil’’, e realmente é. Falar é muito fácil. Tão fácil que às vezes até machuca. Palavras usadas de forma errada podem destruir muita estrutura por ai.
          Tanto que, para um escritor, sempre há uma frustração, uma tristeza, por que as palavras gostam de sentimentos grandes. Gostam de aparecer só quando não nos sentimos muito bem. Muitas vezes, essas junções de letras, são a fotografia de nossa alma. Não necessariamente sentimentos ruins. Mas lhe pergunto: Já leste um pensamento de alguém que estivesse puramente feliz e que realmente fizesse sentido? A vida não é somada apenas de sentimentos bons.
          Usar as palavras do jeito certo, ah, que dilema. As poderosas palavras, que por si, formam uma frase, que formam um belo texto. Você consegue escrever uma poesia? Eu nunca consegui. Poesias são tão apaixonadas e muitas vezes rimadas, coisa que nem eu consigo ser. Nada de padrão. Nem quero essa função. Sabe, caro leitor, use as suas palavras, suas frases. Use-as para o bem. Critique, mas saiba reconhecer o que é bom. Escreva, demonstre sua opinião, mas saiba ouvir a alheia. Por que afinal, cada um tem suas palavras. Algumas mais tortas em si, mas que em algum momento, fazem sentido. Nem sempre as mais belas palavras são as melhores de serem lidas. Use as suas, mas do seu jeito. Assim como eu fiz.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Primeira crise dos dezoito

          Aquela crise existencial. Aquela que te deixa mais confusa do que o normal. Sabe quando você se sente pronta? Disposta a amar e ser amada? Pois bem, está na hora. Mas, nada me agrada, nem me apetece. Nada me encanta, nem me faz querer mais. Nada. Simplesmente tudo me amedronta.
          Frustrada, busco pensar em outras coisas. Mas o passado me perturba. O qual eu não gostaria de chamar de passado. Não sou um ser liberto. Ainda me sinto muito presa. Não fisicamente, mas a minha alma ainda é escrava, todavia, não sei de quê. 
          Talvez eu possa querer ser escrava, ou nem sou mais. Sabem como é. A cabeça é um labirinto que temo tentar entender. O enigma é essa insatisfação. O fato de não querer mais, não buscar o novo, acovardar-se nas coisas que deram certo, e se contentar com o pouco que já me foi presenteado.
          Já se passaram dezoito anos, e não tenho nenhuma grande história de amor para vos contar. Está tudo desvairado, ter e não ter o que é preciso ao mesmo tempo. O meu instinto só grita: Espera! E desta vez, vou acalmar minha inquietude, minha juventude, minha sede de viver. Vou caminhar pelos anseios da vida com ternura. Quem sabe eu encontre flores no caminho, ou um pássaro que me cante uma canção.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A que mexe com os quatro sentidos

          Impressionante como a chuva une as pessoas. Principalmente no verão. Quando chove, todo mundo vai pra janela, pra porta, pra rua. Aquele cheiro de terra molhada, aquele frescor no ar, o ruído da água caindo que aquieta a mente, e faz com que nos sintamos mais levianos.
          É gente tomando banho de chuva, mãe gritando ‘’tu vai te resfriar, guri!’’. Gente irritada, e gente sorrindo, por estar se molhando. Gente que sai na rua só pra ouvir os trovões e ver os raios. Gente que só molha os pés, gente que se escora na janela e fica namorando a chuva. Gente que tira as plantinhas pra rua para que elas se molhem também. 
          A chuva é parecida com algumas coisas na vida. Um dia, ela é mansa, bonita, faz bem, e é precisa. Outro dia vem destemida, abundante, destrói e nos faz reconstruir. Questão de visão. Tirar proveito enquanto nos é oportuno, por que o amanhã não se sabe.
          Se estiver na chuva, é pra se molhar, meu caro. Cata os teus irmãos, chama eles para se molharem. Refresca-te. Pega um livro, senta na varanda e lê. Sente a beleza da chuva. Por que ela é linda. Sente o cheiro, o vento, escuta os barulhos da natureza. Escreve uma poesia, ama quem tá do teu lado. Aproveita a chuva como se fosse a última da tua vida.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Tudo tem seu tempo?

          Nada deveria prender muito. Nem nada nem ninguém. A liberdade deveria prevalecer. Tudo seria mais fácil, se as pessoas fossem mais flexíveis as nossas decisões. Poderíamos ser como pássaros. Esses sim nos passam o sentido verdadeiro dessa liberdade que, nem sabemos se existe ou não. O ruim é que somos acostumados a perguntar um ‘’o que tu acha?’’, e isso é viciante. Dá para contar nos dedos as pessoas que tomam suas próprias decisões, sem se importar no que o fulano ou o cicrano iriam pensar. As pessoas não procuram entender. Não procuram a flexibilidade, o olhar do outro lado. Cada um, então, toma tal decisão por algum motivo. 
           É claro que, às vezes não tomamos decisões certas. E a vida seria bem chata se fosse tudo corretinho. A vida é pra ser torta mesmo. E ela mostra a cada dia que é. Na busca dessa tal liberdade, só nos prendemos mais. Se quiser liberdade financeira, preciso trabalhar. Se trabalhar, a minha liberdade de tempo é menor. Um fator acaba prejudicando outro. E nesse pra lá e pra cá, o que se buscava, se perde. Vem ai o ‘’quem não arrisca não petisca’’. Porém nem todo mundo tem a coragem de petiscar. É muita decisão, é muita coisa pra pouca cabeça. Querem demais de nós em alguns momentos, ou nós também queremos mais.
          Ouvir que tudo tem seu tempo é bem chato. Por que essa sede de viver não é fácil. Querer tudo para ontem, que tudo aconteça bem rápido e agora. Mostra-se então aquela velha junção de duas palavrinhas que fazem a diferença: calma + decisões. E temos os dois ao mesmo tempo? Não dá. Vamos lá, mundo! Gira a meu favor! Não funciona assim...
          O que resta é respirar fundo. Esperar pela sorte que insiste em voltar. Ver se dá certo. Tentar. E não perder a esperança. Sonhar com o futuro. Sentir a liberdade quando tiver um tempo. E esperar por esse tal ‘’tudo tem seu tempo’’, mesmo não acreditando. Viver, como já disse, é meio torto. Basta entortar também.