Tentar e não conseguir. Ver e não enxergar. Sentir e não ter. Querer e não poder. Seres incompletos que buscam a culminante essência da alma. Uma luta, um caminho, que pode ter o sentido da vida. Eu busco a felicidade, a serenidade, mas o que ela é? Será que é isso que eu quero? E a paz? É tão sossegada quanto eu penso?
Movendo-me com perguntas e questionamentos, crenças que me levantam e me fazem melhor. Acredito em mim e em uma energia maior que faz ser tudo o que deve acontecer. As cores me rondam, mas logo a escuridão volta. Ainda não as domino, elas são ariscas e pequenas, voltem cores. A escuridão é mais fácil. Grande, viciante.
Como tudo nessa vida, a tristeza também vicia. Reclamar vicia. Baixar a cabeça vicia, desistir, por fim é o que resta. É mesmo? Mas lhe pergunto: As cores não são muito mais bonitas? E você, o que você quer?
Domine-se. Vença-se. Faça por si. Pense. Fale. Opine. Se contradiga. Reveja seus conceitos. Tente. Teste-se. Caia. Estude. Levante. Consiga. Confie, mas em si. Ninguém está sozinho. Somos dois. O eu que anda por ai, e o eu, eu mesmo, que é o interior. Difícil é ser um só. Inteiramente um só, puramente puro. Ainda falta muito. Pouco vivi, pouco sei. Mas me dá um doce, moço, psicodelia é o que eu quero.
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